Você está cometendo estes erros ao criar cursos EAD?

Para falar sobre erros ao criar cursos EAD, vamos introduzir o conceito de empatia, segundo o dicionário Michaelis: “habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa; compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações dos outros”. Partindo desse princípio, podemos afirmar que a causa primária de muitos erros de design instrucional é a falta de empatia. E você vai entender mais a fundo o porquê disso.

Verifique se você ou sua empresa está cometendo algum destes erros na criação de cursos a distância.

profissional cometendo erro ao criar cursos EAD

Escolher formato de conteúdo sem levar em conta o perfil dos alunos

Suponha que seu público-alvo é formado por vendedores que passam a maior parte do tempo na rua. Criar cursos e-learning longos e não responsivos (que não se adaptam a telas de celular e tablet) seria a opção ideal para eles? Talvez conteúdos menores distribuídos em formato de podcast ou vídeo se adaptariam melhor, certo?

Existem diversas estratégias para engajar os alunos oferecendo o tipo de conteúdo mais atrativo para o perfil deles. São exemplos: gamification na educação – para quem tem dificuldade de foco em textos; microlearning – para quem tem pouco tempo disponível para estudos; e mobile learning – para quem demanda alta mobilidade no trabalho.

Cabe, ainda, considerar aspectos mais sutis do conteúdo, como identidade visual, tipografia, elementos interativos, etc., como explicado neste artigo sobre design para e-learning.

A chave para evitar esse erro ao criar curso EAD é o planejamento. O primeiro passo é definir o público-alvo e estudá-lo cuidadosamente. Assim, é possível escolher com precisão o tipo de conteúdo para seu treinamento on-line.

Desconsiderar a aprendizagem informal

Em voga entre profissionais da educação, a metodologia 70:20:10 defende que a maior parte do conhecimento adquirido vem de fontes informais. Isso quer dizer que não adianta ficar só lendo livros e assistindo a aulas. Somente colocando a mão na massa é que se assimila de fato o conhecimento adquirido.

Mas ainda assim existem cursos EAD que simplesmente não têm atividades nem incentivam exercícios práticos sobre o tema.

A falta de oportunidades de experimentar o que aprendeu leva ao esquecimento do conteúdo. E a explicação é simples: o cérebro entende que se tal informação não é necessária no dia a dia, não merece lugar de destaque; então a esquece.

Considerando que você atua na área de gestão de pessoas, é pouco provável que se lembre das fórmulas de Física que aprendeu no ensino médio. Não porque elas são inúteis, mas porque não foram necessárias na sua vivência diária. Todavia, para seus colegas da área de exatas, aquelas combinações abstratas de números e letras são supercomuns, pois eles as aplicam!

Sendo assim, ao criar curso EAD, inclua avaliações e incentive experimentos e atividades práticas fora do ambiente de estudos.

Para tornar essa estratégia ainda mais efetiva, dê feedbacks constantes aos colaboradores. Afinal, o feedback dará os indicadores para que eles saibam como estão progredindo e o que devem melhorar.

Vamos criar cursos EAD sem erros?

São diversos detalhes a se observar na criação de cursos EAD. Por isso, recomendamos também que procure designers instrucionais, pois são capacitados para criar cursos EAD visando máxima eficiência.

Você notou que, para evitar ambos os erros citados aqui, foi necessário considerar o lado do seu público-alvo? Essa é a razão de a empatia ser tão importante. Ao mudar a perspectiva de “o que eu quero” para “o que meu público precisa”, fica bem mais fácil acertar a receita e obter os resultados esperados!

Ajude seus colegas a evitarem os erros citados: compartilhe este artigo!

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