Como incorporar a análise de dados de projetos de EAD à sua rotina

homem fazendo análise de dados do projetoComo aproveitar os dados gerados no seu projeto de educação a distância (EAD)? É um clichê no mercado falar em análise de dados para tomada de decisão. O que poucos mostram é como fazer isso na prática.

Estruturamos três pilares para ajudar você a analisar dados e traçar estratégias com mais precisão. Trabalharemos:

– Criação de hábitos.
– Escolha dos indicadores.
– Análise (real) dos dados.

Criando o hábito de analisar dados

Os dados estão lá, e se não criarmos o hábito de checá-los, eles serão inúteis. Por isso o primeiro passo é estabelecer uma periodicidade para essa tarefa.

metodologia SMART ajuda nessa fase. Trata-se de criar objetivos:

– S – eSpecíficos.
– M – Mensuráveis.
– A – Alcançáveis.
– R – Relevantes.
– T – Tempo (prazo) definido.

Sendo assim, você poderia se planejar para em toda última sexta-feira do mês, dedicar uma hora só para checar os dados e relatórios do projeto de EAD. Viu como esse objetivo se enquadra nos critérios do método SMART?

Além disso, o plano contempla os três elementos básicos da formação de hábitos:

– Gatilho: toda última sexta-feira do mês.
– Rotina: trabalhar por uma hora nos dados e relatórios.
– Recompensa: garimpar informações para a tomada de decisão.

É claro que essa história de “toda última sexta-feira do mês” é um exemplo. Você pode (e deve) se programar da maneira que julgar mais adequada à sua rotina.

Escolhendo os indicadores

Em 2013, cientistas estimaram que nos últimos dois anos a humanidade gerou mais dados do que em toda a sua história. Por isto filtros são tão úteis agora: ninguém é capaz de processar tantos dados e transformá-los em informação.

É nesse cenário que entra o segundo pilar que propusemos para você.

Estabelecer indicadores é um trabalho de filtragem para tornar a análise de dados mais eficiente.

Nem tudo o que é registrado no seu projeto de EAD ajuda na tomada de decisão. Então levante algumas questões que lhe ajudarão a escolher os indicadores.

Qual o objetivo do projeto? Treinar o máximo de alunos? Ensinar os colaboradores a operarem uma nova ferramenta? Capacitar vendedores para aumentarem as vendas?

Imagine que o objetivo é a realização de determinado curso por todos os colaboradores dentro de um mês, com aproveitamento mínimo de 70%. Isso nos leva a indicadores, como “número de alunos matriculados por período”, “acesso aos cursos por período” e “conclusões de curso por período”.

A partir da análise desses dados, você obtém um panorama do projeto de EAD.

Se você precisa de indicadores mais específicos, existem soluções no mercado que cruzam dados da plataforma EAD com os de outros sistemas. Entre as inúmeras possibilidades, você conseguiria, por exemplo, descobrir se os alunos capacitados em tal curso estão gerando mais lucro para a empresa.

Analisando os dados

Já consegue enxergar como esses pilares incorporam a análise de dados ao seu dia a dia? Esse trabalho está deixando de ser algo distante para se tornar parte da sua rotina!

Falta de tempo não será o problema, já que você planejou a atividade seguindo a metodologia SMART.

Baseado nos indicadores exemplificados na etapa anterior, você vai fazer mais que visualizar gráficos. Vai, se possível, anotar, copiar, colar, enfim, manipular aqueles dados.

É importante esse envolvimento porque ao rabiscar, mover, trabalhar com os dados, seu cérebro começa a detectar padrões com mais facilidade. Então, por mais que um software relacione e cruze os dados por você, vale a pena “colocar a mão” naquele material para entendê-lo melhor.

Trabalhe no Excel, no papel ou na plataforma que você preferir.

Desse modo, a tomada de decisão acontecerá quase como mágica. Por exemplo, ao concluir que o número de conclusões de curso é menor que o de matrículas, terá o insight de melhorar as ações de comunicação e incentivo.

E por mais óbvio que pareça, não é o tipo de conclusão que você chegaria somente “passando o olho” nos gráficos.

Por que esse método para a análise de dados funciona?

O trunfo dos três pilares que propusemos está na ciência. Há uma boa razão para a análise de dados só vir na última etapa e ainda sugerir o trabalho manual.

A verdade é que computadores já aprenderam a gerar e cruzar dados há bastante tempo. Nós é que não conseguimos nos organizar para fazer isso pessoalmente. Por isso a metodologia SMART combinada à criação de hábitos se faz necessária. Sem esses artifícios, como achar tempo para os relatórios?

Já o trabalho manual se justifica porque a maior parte de nossa atividade cerebral é inconsciente. Sendo assim, o simples fato de frequentemente interagir com os dados dá a oportunidade para o cérebro, “por debaixo dos panos”, processar, encontrar padrões e ter insights.

Essa é a mecânica dos famosos momentos “a-ha!”, em que uma solução brilhante surge “do nada” em nossa cabeça.

Compartilhe este artigo com seus colegas para todos contribuírem, de algum modo, com seu projeto de EAD!

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