Por que investir em comunidades de aprendizagem EAD

ícones ilustrando comunidades de aprendizagemDas empresas que oferecem cursos corporativos a distância, 74% empregam fórum e 16%, rede social interna, criando comunidades de aprendizagem para os alunos na plataforma de educação a distância (EAD). A questão é: elas aproveitam bem esses recursos?

O que determina a utilidade de uma ferramenta é a maneira como a usamos, não a função dela. Um martelo fica inútil se tentamos bater parafusos. Por isso, o uso estratégico dos recursos é essencial para alcançar qualquer objetivo.

Comunidades virtuais de aprendizagem

Em resumo, comunidades virtuais são grupos que emergem a partir de treinamentos on-line para promover a aprendizagem colaborativa entre os alunos, sob a orientação de professores.

Sendo assim, as organizações devem focar nas comunidades de aprendizagem que se formam a partir de fóruns e redes sociais internas da plataforma EAD. É o produto das interações entre os membros que faz a diferença para o negócio, não essas ferramentas em si.

Por isso, em vez de só oferecer os recursos aos alunos, deve-se focar na experiência proporcionada por eles e colher os frutos ali gerados.

Comunidades de aprendizagem geram e arquivam capital intelectual

A partir de um curso corporativo padronizado para todos, cada profissional cria a própria visão sobre o assunto, adicionando pontos de vista diferenciados em discussões com os colegas no fórum ou rede social interna.

Os frutos dessa troca de informações enriquecidas pela contribuição de cada membro são de extremo interesse para a empresa. Isso porque acrescentam pontos antes nem pensados pela organização, possibilitando inovações. Tudo a um baixo custo, afinal as ideias partem espontaneamente dos colaboradores.

Outro ponto interessante é o arquivamento do conteúdo. Mesmo após os membros deixarem a comunidade ou o emprego, o capital intelectual deles ficará com a empresa para sempre.

Sensação de pertencimento ao grupo

Tecnologia ajuda, mas o centro de qualquer projeto, sobretudo de EAD, é o ser humano. Partindo desse raciocínio, mudamos o foco da ferramenta para a experiência proporcionada por ela.

Um dos combustíveis mais potentes para a construção de capital intelectual nas comunidades de aprendizagem é a sensação de pertencimento ao grupo. Esta é uma das necessidades básicas de toda pessoa, de acordo com a Pirâmide de Maslow, teoria do renomado psicólogo americano Abraham Maslow (vale a pena aplicar psicologia à EAD!).

A interação no grupo supre outras necessidades psicológicas listadas por Maslow, como o respeito dos e aos outros membros e a solução de problemas. São itens relacionados à estima e realização pessoal do ser humano.

Logo, faz todo o sentido que as comunidades de aprendizagem despertem o interesse dos membros.

Conclusão

Fórum e rede social interna são ferramentas tecnológicas da plataforma EAD que suprem necessidades intrínsecas ao ser humano, conforme mostra a Pirâmide de Maslow. Por isso, as interações que ali ocorrem são mais importantes do que os recursos em si.

A maior parte das empresas já usam essas ferramentas, mas o que diferencia uma da outra é o modo como aproveitam o conteúdo gerado pelos alunos. Portanto, atente-se às discussões, promova a interação e filtre tudo o que houver de valor para a organização.

2 pensamentos em “Por que investir em comunidades de aprendizagem EAD

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